Efeito Pretérito
Primeira constatação – existem grandes corporações que fazem trabalhos legais na internet, divulgando seus produtos de forma decente.
Segunda constatação – existem grandes corporações que dedicam parte de seus sítios para trazer informações legais, recuperar memória e música legal. Mesmo quando isto tem pouco, ou muito pouco a ver com seu core business..
Aqui você encontra uma página dentro do site da sony onde apresenta o novo trabalho de lanny gordin. Além disto, traz um pouco da biografia desta lenda da guitarra brasileira (qualquer chavão é pouco para descrever lanny gordin, acredite). Para terminar, você ainda encontra dois arquivos mp3 de seu novo trabalho, o Projeto Alpha. Este material foi todo gravado em um aparelho MD da Sony (sim, eles também têm que vender o peixe deles), ligado a uma mesinha de 8 canais.
Ah, sim!! De quebra, lá você pode descobrir por onde anda Rogério Duprat.
Prediletos
30.4.03
29.4.03
New York Times o cacete! O lance é o Jornal de Springfield!
Ou você achava que em Springfield só tinha a casa dos Simpsons, a do Ned Flanders, a escola, a prefeitura, a praça, o Bar do Moe, a loja do Apu, a clínica do dr. Rippert, a usina do... ufa! Tá bom, eu esqueci que tinha tanta coisa, mas o que eu quero falar é do periódico mais quente do pedaço!
É, lá tem o Sprigfield Times! As últimas sobre a cidade e sobre a série, claro. É diferente do site oficial dos Simpsons porque traz informações constantemente atualizadas sobre os episódios, as futuras participações especiais, a repercussão da série mundo afora - além de um mecanismo de busca para os simpsonmaníacos resolverem qualquer dúvida passada, presente ou futura. Como, por exemplo, qual o mistério da Maggie nunca crescer?*
Nesse periódico você pode confiar. E desce mais uma, Moe!
* É claro que lá eles NÃO explicam o porquê da Maggie nunca crescer. Eu disse que no jornal você pode confiar, mas neste post não necessariamente...
24.4.03
Morbidez
Para quem é curioso ou apenas tá a fim de ver morte de políticos americanos, vale muito a pena visitar o The Political Graveyard. Ele cataloga as mortes de políticos americanos por tudo o que é tipo de categoria possível. Por exemplo: é mais fácil político morrer de raio, chuva e derivados (10) do que de envenenamento ou overdose (9), bem como mais fácil eles morrerem em incêndios ou explosões (24) do que em acidentes com armas (19). Apenas um político, o deputado Isaac M.Jordan, teve o azar de morrer num acidente de elevador, em 1890.
É mais fácil morrerem os políticos filiados à Associação Americana de Bares do que os ligados à Associação Dentária Americana. Apenas 31 políticos gays morreram, o que pressupõe um complô incruento contra os políticos heterossexuais. A verificar.
23.4.03
Pega no meu...
De vez em quando, fico chutando domínios, experimentando coisas como "piada.com" pra ver o que acontece, pra checar se já tem dono e se já tem site. Hoje eu tentei esse mesmo, o tal do piada.com e me apareceu a página lá, com quase cinco mil anedotas.
Nem curto muito esse papo de piada, mas o site tem um arquivo de som impagável pra download, que é o jornalista Milton Neves cometendo uma gafe terrível. Não vou dizer pra não estragar, mas baixe aqui que vale muito a pena. São só uns 300 Kb.
13.4.03
Yo, muthafucker!
Tá traduzindo alguma história que se passa no Bronx e ficou embananado com o vocabulário dos manos, pow, e das minas, pá, da Gringolândia? Então vai aqui.
12.4.03
Cifrinhas raçudas
Se você é um violeiro raçudo como eu, daqueles que só sabem os acordes maiores e menores mais grotescos, se pans, um ou outro com sétima, caia de peito no Arquivo das Cifras.
A raça já começa no fato de ele ser hospedado no agapejão e se estende pelas músicas cifradas, muitas delas em tom errado e com cagadas feias de harmonia. Mas, bah, quem se importa com esses detalhes sórdidos numa roda bêbeda de violão?
A virtude: o acervo é grande e variado, de Abba a Metallica, de Zeca Pagodinho a James Taylor, de Menudos a Baden. Distração garantida.
ps - o "bah" vai aí em homenagem aos 40% da redação dos Predilindos nascida no Rio Grande, uma indiada velha da fronteira.
9.4.03
Ele Sumiu - Mas Deixou Traço.
E que traço. Al Hirschfeld foi o pai dos caricaturistas modernos - e pai da Nina, também: tanto que uma de suas marcas registradas foi embutir sempre o nome "Nina" nos desenhos. A curtição era procurar e encontrar o nome.
Minto: curtição maior é degustar a obra toda, que você confere neste site. Obra bem peculiar, aliás, e a partir da biografia: morreu em janeiro deste ano aos 99 ( ! ) anos, sendo 70 deles ( !!! ) trabalhados no New York Times. Ele desenhou todo o século a partir de caricaturas dos personagens emblemáticos da cultura, da literatura, do teatro, da música, do cinema, do pop: Chaplin, Fred Astaire, Carmen Miranda, Marlene Dietrich, Orson Welles, Liza Minelli, Beatles, a Broadway inteirinha, mais os ícones dos 70s, 80s e 90s. Todo mundo passou pelo traço dele - e todos, ao que consta, se sentiram extremamente honrados.
E as curiosidades que costumam encerrar qualquer biografia: Al Hirschfeld morreu numa manhã sábado, enquanto preparava o esboço de um desenho dos Irmãos Marx. Sim, Groucho também se sentiria honradíssimo - e sairia baforando no charuto, por trás do bigodão preto e debochado.
7.4.03
O pequeno poder
Todo mundo tem alguma história de confrontação com os pequenos poderes, aqueles que são detidos por secretárias impertinentes, seguranças mal-educados e...porteiros. No Zélador, você vai poder acompanhar alguns episódios hilariantes do porteiro Zé, sempre com aquele gosto de deja-vú, seja porque você foi vítima de situações semelhantes ou alguém próximo a você passou por isto.
A gargalhada é garantida, mas é uma gargalhada amarga, porque todos nós sabemos que na origem dos pequenos poderes estão a ignorância, a pobreza e a humilhação cotidiana que os Zés sofrem por aí.
6.4.03
Lado A, Lado B
Não, não é o disco do Rappa... É uma outra loja de discos, a Durval Discos, cujo dono, o Durval (o fulano aí do lado,dançando com a menina), ficou meio perdido em algum ponto dos anos 70, como um Rob Flemming dos trópicos. Como nos tempos do velho vinil, o sítio é dividido em Lado A e Lado B.
O primeiro lado encontramos a trilha sonora do filme, fotos promocionais, release e críticas. O ponto alto aqui são os testes do elenco (só pra quem tem aquela velha senha daquele brother camarada assinante do UOL).
Já o lado B, traz o lado B: detalhes técnicos, sequência de filmagens, estudos de arte e cenografia e, o mais legal do disco - o roteiro do filme (não completo, para não contar o fim da história..)
Pra quem gosta de cinema e pra quem é curioso, como eu, um sítio bem legal para se visitar...
5.4.03
Acreditem, tudo seria diferente
Se não fosse pela ação de determinadas pessoas, as coisas da forma que as vemos e entendemos seriam diferentes. O showbizz seria diferente se um caipira chamado Elvis não tivesse gravado um disco para sua mãe em um parque de diversões.
Da mesma forma, a cena independente que surgiu em São Paulo nos anos 80 formou a primeira geração "rock" desde o fim melancólico dos Mutantes. E esta cena só existiu desta forma graças à Baratos Afins, que fica no que hoje todos conhecemos (graças a ela, também, por ter sido a pioneira) Galeria do Rock.
Desde 1978, Luiz Calanca (o cara à esquerda na foto ao lado) está lá abrindo espaço para o novo e preservando com carinho o que deve ser preservado. Se por um lado, ele lançou gente como Smack, Mercenárias, Gueto, por outro relançou Arnaldo Baptista , Jorge Mautner, Tom Zé (muito antes do David Byrne), entre outros..
Cansei de ir naquela loja. Cansei de fazer péssimos negócios com ele (deixei lá o primeiro solo do Roger Taylor e me arrependo até hoje). Mas foi lá que comprei Echo & The Bunnymen pela primeira vez. Foi lá que comprei Mutantes, Akira S, Gueto. Tenho certeza que os integrantes de muitas bandas que gostamos andaram bastante pela Galeria como um todo, e na Baratos em especial.
No site da Baratos, você pode ver um pouco desta história, ´conhecer o catálogo do selo, ver fotos, abaixar MP3´s (embora você o Calanca detone o formato: "O som do MP3 é ridículo. É melhor dar uma lavada em um disco de 78 rotações, pendurá-lo no varal e colocá-lo para tocar em um gramofone, que o som ainda vai ser melhor que o do MP3. E tem gente que adora esse ruído digital!"), etc..
Se você conhece a loja, mate a saudade. Se você nunca ouviu falar, esta é sua chance. Um amigo meu certa vez disse: "Não consigo entender como existem estas bandas formadas por gente que nunca teve que ralar sola de tênis atrás de um vinil nas Galerias". Concordo, mil vezes concordo.
P.S.: Aliás, alguém tem algum vinil do Smack para me emprestar?
9/11
Já tinha comentado lá no meu blog, mas acho que vale a pena repetir aqui no Preds.
Estamos falando da coleção de 41 capas de jornal, capas publicadas por vários veículos ao redor mundo --mas principalmente na América-- sobre o atentado terrorista de 11 de setembro.
A página é uma das seções do site da jornalista Daniela Bertocchi Seawright, criadora também do blog coletivo Inter.mezzo.
3.4.03
Paz: mesmo que seja tarde demais
Depois de um longo e tenebroso inverno, cá estou de volta ao Predilix, mandando um abraço pros manos Mau, Mika, Nel e LW por segurarem a onda do site durante meu quase infindável período de abdução por parte do terrível mundo do jornalismo.
E vai aí o United for Peace & Justice pra mostrar que a América não é formada apenas de xaropes descerebrados que tomam coca, comem búrguer e entram na escola metralhando os coleguinhas.
O site é o enderço eletrônico de uma campanha nacional (dos gringos) pelo fim da guerra no Iraque --que vai acabar em breve mesmo, de um jeito ou de outro. O movimento reúne mais de 70 entidades americanas pela paz.
OLDIES BUT GOLDIES
É, já houve uma época em que a América cultuava ícones não necessariamente embasados em doletas ou aparatos bélicos. Um exemplo? O bom, velho (e aposentado) Oldsmobile.
Você sempre via um Oldsmobile num filme da década de 40 ou 50. Você invariavelmente deparava com um anúncio do Oldsmobile na velha e (boa? Pra alguns era) Seleções do Reader´s Digest. O Oldsmobile era o carro da família americana. Ele era a família americana.
Depois que a GM deixou de fabricar o Olds, em 2000, o símbolo dos golden years americanos ficou estacionado em uma melancólica vaga de nossa memória. Será mesmo? Engano seu, caro internauta – você não ficou a pé: clique neste site e curta uma série de anúncios oldsmobilianos em jornais e revistas, separados por ano.
Engate a primeira, prepare seu coração e deixe um Olds conquistar você.
(Já tinha visto um toque do Ricardo Anderaós, da Carta Capital, sobre isso: fui e viajei, fellows...)
2.4.03
TODAS AS CAPAS
Comemorando seus 80 anos, a revista Time botou no ar uma busca de todas as suas capas, desde 1923. Vale MUITO a pena.
O destaque, pra mim, é a capa do 75º aniversário, em 1998. Ela inspirou a capa da edição de 30 anos da Veja, no mesmo ano.
