Prendam os suspeitos de sempre!
Você deve lembrar disto. A tela em preto-e-branco. Um misantropo de meio-sorriso, tiradas fantásticas e a voz do Pato Donald. Uma loira com um olhar de arrepiar qualquer um na cadeira. Um pianista de voz inesquecível. Ah, sim, policiais deliciosamente corruptos e picaretas de toda espécie, em 34 etnias diferentes. E os diálogos, ah, os diálogos.
Todo ocidental existencialmente satisfeito a partir da segunda metade do século 20 já deve ter passado uma madrugada vendo Casablanca na televisão ou em vídeo. Se não passou, precisa passar. Eu ainda tive o prazer de ver no cinema, há uns cinco anos, numa das condições mais perfeitas possíveis: a guria que ia ver comigo me deu um bolo e eu fiquei com cara de pateta e uma rosa na mão. O estado perfeito pra entrar na cabeça do Rick Blaine.
Pois neste final de semana tem uma resenha do Casablanca no Estadão: "O filme que ninguém consegue deixar de amar", do Sérgio Augusto. Tá boa pra caramba e eu não vou postar um parágrafo aqui porque seria sacanagem tirar um só trecho de uma resenha tão boa.
Quem quer ler todo o roteiro, com todos os diálogos, pode baixar aqui. Para uma análise mais aprofundada, vá aqui.
Prediletos
27.7.03
Prediletos - o sucesso
Asa delta, rapel, paraglider, o diabo a quatro. Jovens saudáveis e sorridentes, hard rock do bom ao fundo. Assim eram as propagandas do cigarro Hollywood nos anos 80 e até meados dos 90. Foi lá, nos intervalos das novelas, que bandas como o Whitesnake se incrustaram na consciência coletiva. E hoje em dia até tem banda especializada em interpretar aquelas músicas.
Lembra que todo disco de hard rock no final dos anos 80 tinha uma balada elétrica, um rock'n'roll, um quase-blues e uma música aspirante a propaganda de Hollywood? Pois é. Até o Deep Purple aspirou, com "Call of the Wild" (do House of Blue Light). Mas não emplacou.
Pra quem quer saber tudo sobre as músicas da propaganda do Hollywood, está rolando um fórum involuntário desde janeiro neste endereço. Originalmente era um post de blog. Tanta gente comenta que acabou virando quase um fórum. Vale a pena dar uma olhada.
Infelizmente, numa das arrumações do meu computador eu perdi o jingle do Hollywood cantado pelo David Coverdale, em que o ex-Deep Purple grita no final, depois das backing vocals anunciarem a marca do cigarro, o slogan "OOOOOOOOO SUCESSOOOOO!!!"
Em tempo: este predilindo não fuma, mas curte hard rock do bom.
24.7.03
Veja as estrelas, bêibe
Para a maior parte das pessoas que vivem em grandes cidades, olhar as estrelas é algo tão provável quanto acertar na mega-sena apostando nos números 1,2,3,4,5 e 6*. Agora, todos os seus problemas acabaram, young lovers. O Heavens Above é um site voltado para a astronomia. Com a ajuda de alguns satélites que passeam sobre nossas cabeças, você pode ter uma carta astronômica de sua cidade atualizada, além de descobrir algumas informações sobre constelações que passeam pelo céu. Dá até para imaginar como seria mais interessante a cidade de São Paulo, se tivéssemos menos poluição.
Agora, um toque offline, que não sei se ainda está de pé. Perto do Zoológico, fica o Instituto de Astronomia e Geofísica da USP. Lembro que eles abriam aos sábados, para visitação e, quando o tempo permitia, observação de corpos celestes. Digo mais, é programa até para levar aquela menina tímida que você não sabe direito o que dizer para ela..
* Isto é uma referência, é claro. Na verdade, referência a duas obras distintas. A mais recente, é fácil - eu quero que você me diga a referência mais antiga a esta combinação. Vale prêmio, que vou decidir depois qual é.
14.7.03
FUTURAMA - Visite antes que vire passado
OK, OK, sei que é uma puta irresponsa indicar minhas preferências pessoais num blog que se pretende instrumento de busca e cujo critério é a média ponderada do que os leitores gostariam de ler. Mas agora é tarde: já bolei o post - e o site da vez é o do Futurama.
Já tinha falado aqui do Matt Groening, quando citei os Simpsons. Pois o cara também criou esta série pra lá de bacana (passa na FOX, domingo, 19:00h), que mostra as a(des)venturas de Fry, um entregador de pizza da Nova York de hoje que é acidentalmente criogenizado e acorda daqui a mil anos.
Os novos amigos que ele faz são um sarro à parte: Bender, o robô mau-caráter (o melhor personagem da série - olha ele aí do lado); Leela, a ET gostosa; o caquético Professor; Zoidberg, a lagosta falante - e muito mais gente, numa mistura étnica das mais esporrantes. Sem falar nas figuras atuais que, mantidas vivas artificialmente (só a cabeça, em formol), continuam dando as cartas: Nixon, Kissinger, Tony Blair, Michael Jordan, Walter Kronkite e muitos outros. Os EUA de hoje sacaneados pelos EUA daqui a mil anos. Na visão do Groening, claro.
Destaco especialmente o emocionante (falo sério) episódio de ontem (13/07), sobre Seymour, o cachorrinho de estimação que o Fry deixou neste século e que é encontrado fossilizado mil anos depois. Fry acha que o bichinho o esqueceu - mas o flashback mostra Seymour esperando (inutilmente) pelo dono pelo resto da vida, até definhar e morrer. Prum cinófilo (falo sério again) como eu, foi de partir o coração.
(Ah, e a respeito do título do post - é que a série acaba ano que vem. Baita injustiça, mas fazer o quê? Logo vira cult. E em tempo: desenho animado não é pop, baby. Pop é curtir desenho animado)
3.7.03
Os velhinhos atacam novamente
Ok, o tropicalismo nos parece hoje ser contemporâneo da Ordem dos Templários e o Caetano não planta mais bananeira, muito pelo contrário, mas o assim chamado site oficial da Tropicália vale a visita.
Tem informações históricas, entrevistas, biografias, como era de se esperar. Mas também dá pra escutar um som e até participar de um grupo de discussão, se é que alguém está interessado hoje em debater o ano 1967, ano este em que o homem ainda rabiscava inscrições rupestres no Queens, no Méier e na Vila Madalena.
O mais legal, porém, é o banco de imagens. Tem muita coisa boa lá, como essa foto dos Mutantes que ilustra o post. Uma divertida viagem no tempo.
